11/12/2020
Por: marketing

Os 250 anos de Beethoven, o gênio furioso da música

O mundo celebra o aniversário do maior compositor de todos os tempos. Tão heroica e impetuosa quanto ele, sua arte é um legado imortal para a humanidade:

GIGANTE DA MÚSICA - Beethoven em retrato de 1820 do pintor Karl Stieler: a imagem mais famosa do mestre alemão -

GIGANTE DA MÚSICA - Beethoven em retrato de 1820 do pintor Karl Stieler: a imagem mais famosa do mestre alemão – Roger-Viollet/AFP

Foi como se os deuses pagãos acordassem e decidissem sacudir a Europa inteira. Os revolucionários franceses se insurgiram contra o poder divino, cortaram a cabeça de seu rei, espalhando medo demais monarquias do continente e levando a guerra até elas, inclusive à Áustria, lar da dinastia Habsburgo. Viena, a capital austríaca, tremeu com os tambores da Revolução de 1789 e

viria a estremecer ainda mais com os canhões de Napoleão Bonaparte, o republicano que se tornaria o maior déspota daquela geração. No entanto, a cidade conheceu a

verdadeira fúria da natureza humana, aquela que realmente importa, quando um germânico de tez escura, longa cabeleira e gestos

grosseiros passou por seus portões sem disparar um único tiro. Em dezembro, o mundo celebra 250 anos do nascimento desse homem. Ele é Ludwig van Beethoven. Alguns Musicólogos dizem que, se existisse um cetro da música, ele deveria ser repartido entre Bach, Mozart e Beethoven.

Outros só concordam com essa repartição se a coroa for apenas para Beethoven. Bach já havia morrido quando ele nasceu na cidade de Bonn em 17 de dezembro de 1770. A data exata, assim como toda a vida do compositor, é cercada de disputas, mas esse foi o dia registrado. Ele comemorava seu aniversário, só que desconhecia a própria idade, pois seu pai, Johann — abusivo, alcoólatra e músico medíocre —, mentia dizendo que o filho tinha dois anos a menos. Johann ouvira que o pai de Mozart ganhava dinheiro exibindo o filho prodígio e queria fazer o mesmo com seu Ludwig — então espalhava que ele tinha 6 anos, quando já  tinha 8. Se o pai era um patife, que acordava o filho de madrugada para tocar, pelo menos teve a sensatez de entregar os estudos do rapaz a mestres melhores.

 

Fonte: https://veja.abril.com.br/cultura/os-250-anos-de-beethoven-o-genio-furioso-da-musica/

 

 

 

 





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