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"Gostaríamos de tocar no Maracanã algum dia", diz Alex González, do grupo mexicano Maná
Publicado em: 12/06/2008
Por: UOL

A banda mexicana Maná volta ao Brasil para promover o CD/DVD ao vivo "Arde El Cielo" com apresentações nesta semana em São Paulo (4 e 5), Rio de Janeiro (6) e Porto Alegre (8). O disco resume o melhor da trajetória do grupo latino em disco e foi gravado durante a turnê de promoção do álbum "Amar Es Combatir" (2006), em Porto Rico, no final de março de 2007.

A banda formada por Fher Olvera (vocal), Alex González (bateria), Juan Calleros (baixo) e Sergio Vallín (guitarra) recebeu a imprensa nesta terça-feira (3), no Credicard Hall, em São Paulo para falar de seu novo disco e da excursão pelo país. Em entrevista exclusiva ao UOL, o baterista Alex González declarou que "gostaria que a popularidade do Maná crescesse, para que a banda algum dia possa tocar no Maracanã", entre outros assuntos relacionados à turnê e o novo disco.

O Maná é um dos nomes mais populares do cenário latino de pop rock. Estreou em disco em com "Falta Amor" (1989) e dentre os destaques de sua discografia constam os álbuns "Cuando Los Ángeles Lloren" (1995), "Unplugged MTV" (1999) e "Revolución de Amor" (2002). Também é famosa a parceria do Maná com Carlos Santana no sucesso "Corazon Espinado", presente no disco "Supernatural", lançado pelo guitarrista em 1999.

Leia abaixo os melhores trechos da entrevista com o Maná.

A excursão é um marco na trajetória do Maná?

Alex González: A excursão de "Amar Es Combatir" foi assistida por mais de dois milhões de pessoas e já batemos muitos recordes que nós mesmos não esperávamos alcançar: como os três shows lotados no Madison Square, em Nova York, ou os quatro no Staples Center, em Los Angeles, entre outros lugares. E obviamente isso nos emociona muito, mas hoje estamos ainda mais sensibilizados, pois gostamos muito do Brasil. E gostaríamos muito que crescesse ainda mais a popularidade de nosso trabalho --como aconteceu em outras partes do mundo, ao ponto de podermos vislumbrar a possibilidade de fazer shows maiores. Quem sabe um dia no Maracanã? Por que não?

Quais são as expectativas sobre estas apresentações no Brasil?

González: Esta é a quarta ou quinta vez que o Maná vem ao Brasil. Nossas expectativas são muito boas porque já estão esgotados os ingressos dos dois shows de São Paulo e mais o de Porto Alegre --e no Rio, pelo o que sabemos, já foram vendidos quase todos os ingressos. Estamos nos dando conta de que temos muitos fãs, interessados em nossa música, aqui no Brasil.

Como será o repertório apresentado pela banda nesta excursão brasileira?

González: Tocaremos muitas canções de discos como "Amar és Combatir", além de temas como "Se No Te Hubieras Ido" e outros sucessos antigos. O show tem duração de mais de duas horas e esperamos que muita gente apareça em nossas apresentações.

O que o álbum "Amar és Combatir" significa para o desenvolvimento da sonoridade do Maná?

González: É um álbum que mostra uma evolução mais notável a partir do CD anterior "Revolución de Amor", que tivemos oportunidade de promovê-lo no Brasil. É um trabalho muito versátil, com grande variedade musical e lírica. É um disco que pelo visto muita gente aprecia.

Como foi feita a seleção do repertório do CD/DVD "Arde El Cielo"?

González: Foi um pouco complicado, pois não quisemos fazer apenas um álbum duplo com as canções de turnê. Mas, conceitualmente, este trabalho documenta o que foi a turnê de "Amar es Combatir" e inclui alguns sucessos em formato ao vivo.

Como vocês descrevem os temas inéditos de "Arde El Cielo": "Si No te Hubieras Ido" e a faixa-título?

González: "Si No te Hubieras Ido" é uma versão para uma canção de um grande amigo nosso, chamado Marco Antonio Solís, um grande compositor mexicano. E a banda teve interesse em apresentar essa canção ao estilo Maná. "Arde El Cielo" é um tema inédito, que seria incluída em "Amar És Combatir", mas não entrou no disco.

Mas como a achávamos uma grande canção, decidimos incluí-la neste novo projeto de disco. "Arde El Cielo" foi gravado ao vivo em quatro noites e fomos escolhendo qual eram as melhores versões das músicas. É um registro fiel de nossos shows e não contém overdubs (regravações em estúdio).

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