
As distorções, os riffs e os solos são características marcantes do guitarrista Miguel Mega.
Mas, quem pensava que essa seria a única carreira em que ele alcançaria o sucesso, se enganou. Com um home studio montado, o músico está esbanjando sabedoria e trabalhando muito mais. O resultado disso fica evidente com os diversos elogios que vem recebendo.
Como acontece com todos os nomes de destaque, a dedicação à música começou cedo na vida do artista. Com apenas 11 anos, o garoto se encantou com um show do Queen, transmitido pela televisão. O destino, então, estava traçado e, dois anos mais tarde, Mega já tocava os primeiros acordes ao violão. A guitarra veio logo em seguida. A primeira edição do festival Rock in Rio o incentivou ainda mais a estudar e “tentar desvendar os mistérios e prazeres dessa arte”.
O primeiro trabalho da carreira, um vinil lançado em 1992, foi o último disco da banda Last Joker. O grupo acabou dois anos mais tarde e, como conseqüência, o músico viajou para os Estados Unidos para realizar um antigo desejo: morar em Los Angeles.
Mega ficou na terra do Tio Sam por dois anos. Durante esse período, estudou com Joey Tafolla e Jean Mark Belkadi. Além disso, fez um curso de produção e gravação no Music Box Studio, situado em Hollywood. Em 1997, voltou para o Brasil e juntou alguns materiais para lançar o primeiro disco-solo da carreira. Esse trabalho, todo gravado em quatro canais analógicos, conta com a participação de músicos como Zuzo Moussawer e Fernando Basseto.
Dois anos mais tarde, foi lançado o segundo disco. Intuitive foi feito em um home studio, mas dessa vez, em sistema digital. Seguindo a mesma linha, o músico finalizou o terceiro álbum da carreira, intitulado Coastline. O ano de 2001, porém, ficou marcado na vida do artista. Em janeiro, ele foi escolhido como um dos 12 novos talentos pela revista virtual guitar9.com, a mais visitada na Internet e com muito prestígio entre os músicos.
Além dessa glória, Mega foi classificado para a etapa final da IX edição do Cascavel Jazz Festival e conquistou o prêmio na categoria guitarra. Um ano mais tarde, lançou o D-Fire.
O segundo álbum dessa série veio em 2004. Outro fato marcante foi a gravação da música “Let Me”, que sairá em uma coletânea em tributo ao instrumentista Santana. Recentemente, Mega abriu um estúdio. E essa foi a razão de nossa visita. Confira.
Por que decidiu montar o home studio?
Era um sonho de moleque. Sempre quis ter um. E isso não é só um desejo meu, pois todo músico tem essa intenção. Fui montando o home aos poucos.
O problema era achar um lugar, já que é difícil construir uma edícula que tenha tratamento acústico e, além disso, em que caiba uma bateria. Atualmente, há muitas facilidades para a gravação de um disco, mas o único problema é gravar esse instrumento.
Mas também existem alguns softwares que o reproduzem. Sempre os utilizo para fazer jingles.
Como era o seu primeiro equipamento?
Comprei-o quando ainda morava nos Estados Unidos. Era aquele gravador de fita.
Fiz o meu trabalho inicial nele. Posso dizer que foi o embrião para que eu quisesse fazer um estúdio mais profissional. Por isso, fui comprando muitos equipamentos. E, mesmo morando em um apartamento, continuava a fazer as minhas gravações. |